top of page
sitesite.png

SINDICATOS: PASSADO DE LUTA, PRESENTE DE RESISTÊNCIA E FUTURO DE CONQUISTAS

  • Foto do escritor: Sisppmug Sindicato
    Sisppmug Sindicato
  • 13 de jan.
  • 4 min de leitura

Desde o surgimento dos sindicatos no Brasil, no final do século XIX e início do século XX, impulsionados pela industrialização, a chama da luta por direitos trabalhistas e por uma vida digna foi acesa de forma coletiva. Engana-se quem acredita que, após as conquistas históricas ao longo dos anos, essa chama tenha se apagado. Ao contrário: ela segue viva, ardente e necessária.

Mesmo com grandes avanços, como a criação da CLT, do salário mínimo, do 13º salário, das férias remuneradas, do FGTS, da jornada de 8 horas, do repouso semanal remunerado, das licenças maternidade e paternidade, do seguro-desemprego, da aposentadoria e das normas de segurança, as demandas da classe trabalhadora seguem se transformando. Elas se adaptam às mudanças da sociedade e às novas realidades das diferentes categorias representadas pelos sindicatos.

 

A sociedade reconhece a importância dos sindicatos

A pesquisa intitulada “O Trabalho e o Brasil”, realizada pelo Instituto Vox Populi, encomendada pela CUT, Fundação Perseu Abramo e Fórum das Centrais Sindicais, revelou que 68% dos entrevistados reconhecem a importância dos sindicatos na defesa de direitos, na mediação de conflitos e na melhoria de salários e condições de trabalho.

Foram ouvidas 3.850 pessoas em todo o país, entre celetistas, autônomos, informais, servidores públicos, trabalhadores de aplicativos, desempregados e aposentados. Mesmo diante dessa diversidade, 52% avaliam positivamente a atuação sindical, o que reforça sua legitimidade e relevância social.

 

Empreendedorismo, informalidade e precarização do trabalho

Entre as transformações da sociedade, destaca-se o crescimento do empreendedorismo. Segundo levantamento do Sebrae, o número de novos CNPJs chegou a 1.407.010 até março de 2025, com predominância dos microempreendedores individuais (MEIs), que representam 78% do total.

Ainda segundo a pesquisa do Instituto Vox, apenas 11,4% dos entrevistados estão filiados a sindicatos, mas 14,6% afirmam que se filiariam com certeza e 35,9% consideram possível aderir. Entre autônomos e empreendedores, quase metade (49,6%) defende a existência de sindicatos próprios, o que revela uma demanda concreta por organização e representação.

O crescimento do trabalho informal preocupa, pois é consequência direta da precarização do mercado formal, que exige cada vez mais qualificações e oferece salários cada vez mais baixos. Isso empurra milhões de trabalhadores para a informalidade, sem direitos, em jornadas exaustivas, ou obriga muitos a utilizarem esse tipo de trabalho como complemento de renda diante da ausência de condições dignas.

 

Trabalho digno é responsabilidade social

É urgente que os empregadores reconheçam a centralidade dos trabalhadores, que são os verdadeiros geradores de lucro para as empresas e merecem respeito, valorização e direitos assegurados. Não é aceitável que existam vagas desocupadas de um lado e trabalhadores adoecendo e dando a vida por migalhas do outro.

A informalidade e o chamado empreendedorismo, muitas vezes, tornam-se necessidade, e não escolha. Como afirma Sérgio Nobre, presidente nacional da CUT, a precarização vai além da renda individual:

“Se continuarmos levando as pessoas para a informalidade, não tem como sustentar a previdência. A sociedade está envelhecendo, e a previdência é cada vez mais importante. O financiamento do Estado depende da folha de pagamento. Não há país estruturado sem emprego protegido.”

 

Desafios para fortalecer a atuação sindical

Outro dado relevante da pesquisa aponta que 52,4% dos entrevistados afirmam não conhecer com clareza as ações concretas das entidades sindicais. Isso evidencia a necessidade de maior presença nos locais de trabalho (49,4%), de uma comunicação mais acessível (37,5%) e da ampliação da oferta de qualificação profissional (29,6%).

Entre os principais anseios dos trabalhadores estão: melhores salários (63,8%), geração de empregos de qualidade (36,6%), saúde e segurança (26,6%), redução da jornada de trabalho (21%) e combate à discriminação (18%).

Todos esses dados demonstram que a sociedade brasileira reconhece os sindicatos como agentes fundamentais da voz coletiva da classe trabalhadora. São eles que negociam melhores condições e benefícios, atuam na defesa jurídica, fiscalizam o cumprimento das leis trabalhistas e protegem direitos já conquistados, sendo essenciais para equilibrar as relações entre empregados e empregadores.

 

2026: consciência política e compromisso com a classe trabalhadora

Em 2026, ano eleitoral, é fundamental que a classe trabalhadora identifique e apoie candidatos e candidatas comprometidos com suas pautas históricas e atuais. A defesa do fim da escala 6x1, por exemplo, traz para o centro do debate a vida para além do trabalho. O mundo mudou, e as regras também precisam mudar. Normas da década de 1940 já não dão conta da realidade tecnológica e produtiva atual. A exploração atualizada não pode ser naturalizada, trabalhadores são seres humanos que tem famílias, necessidade de lazer e autocuidado, além de afazeres que a vida exige.

 

SISPPMUG: história de luta em Guarapuava

Em Guarapuava, o SISPPMUG protagonizou e segue protagonizando inúmeras lutas em defesa dos Servidores Públicos Municipais. Desde sua fundação, em 1991, o sindicato garantiu conquistas fundamentais, como os planos de carreira da educação e dos demais servidores, saúde e quadro geral, os reajustes inflacionários de cada período, o vale-alimentação e a defesa do piso do magistério.

Clair Simões, membra fundadora do SISPPMUG e presidenta na gestão 2010/2014, destaca:

“Ao longo desses 35 anos tivemos muitas conquistas. Sempre lutamos pela garantia dos direitos dos servidores e estamos sempre atentos para que nada seja retirado, por melhores condições de trabalho e que as garantias já conquistadas permaneçam. A luta é o que nos garante! Precisamos estar em constante vigília, sem descanso, seja pela valorização salarial, pela saúde dos servidores ou por todas as batalhas diárias”.

O SISPPMUG, assim como os sindicatos em todo o Brasil, foram, são e continuarão sendo essenciais, vivos, combativos e sempre prontos para a luta.

 
 
 

Comentários


bottom of page